A fitoterapia é um tipo de terapia caracterizada pelo uso de plantas medicinais – “in
natura” ou em forma de medicamento, sem a utilização de substâncias ativas isoladas,
ainda que de origem vegetal –  para promover a proteção e recuperação da saúde. Ela
contempla espécies vegetais, administradas por qualquer via ou forma. Segundo o
Conselho Brasileiro de Fitoterapia (Conbrafito), a prática e prescrição de medicamentos
bem como a recomendação da fitoterapia abrangem biomas como: Amazônia, Caatinga,
Cerrado, Mata Atlântica, Ecossistemas Costeiros e Marinhos, Pampa e Pantanal, entre
outros, no que diz respeito às plantas nativas, endêmicas, introduzidas e exóticas. Ainda
que haja uma diversidade de biomas na fabricação de fitoterápicos, apenas 8% das
100.000 existentes no Brasil foram estudadas em busca de compostos bioativos.

Levando em consideração contexto histórico, o primeiro herbário de que se tem notícia
originou-se na China – no período de 3.000 a.C – quando o então imperador catalogou as
365 espécies existentes. Já no Brasil, a utilização de planta medicinal foi utilizada
primeiramente pelo povo indígena e, por conta da influência das culturas africana e
portuguesa, se fincou na cultura popular do país, sendo utilizada até hoje pela população.

Entretanto, foi somente a partir de 1978, na Conferência de Alma-Ata, que a Organização
Mundial de Saúde recomendou a integração das plantas medicinais aos países membros
reconhecendo, assim, a sua importância. 
Em maio de 2006, a fitoterapia, juntamente com outras terapias, passou a fazer parte
do no Sistema Único de Saúde (SUS) na Política Nacional de Práticas Integrativas e
Complementares (PNPIC). No mesmo ano foi criada a Política Nacional de Plantas
Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF).

Vale lembrar que assim como os demais tipos de tratamentos, o uso das plantas
medicinais deve ser feito sob observação de um profissional com experiência no tema,
como nutricionistas, médicos terapeutas, pois também possui efeitos colaterais.


Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, 85% da população mundial utiliza
plantas ou preparações proveniente integradas à medicina tradicional.
Benefícios
–      Promovem a cura de maneira natural, sem o abuso de substâncias sintéticas
presentes nos demais compostos farmacológicos;
–      Não causa dependência química;