A apiterapia é uma medicina alternativa que consiste no uso de derivados e produtos das
abelhas, tais como pólen, cera, geleia real e próprolis, para fins terapêuticos. O princípio
da apiterapia é estimular o sistema imunológico de indivíduos e animais com o objetivo
de superar as próprias barreiras. Portanto, os vários produtos apícolas podem auxiliar
em tratamentos para dores crônicas e inflamações.
A origem da prática usando abelhas data de milhares de anos e existem registros desde
as primeiras civilizações. Caçadores das primeiras eras já retratavam as abelhas como
fonte de produtos naturais utilizáveis para a medicina. Já o uso do veneno da abelha foi
usado no Egito antigo, Grécia e China. Hipócrates, médico grego conhecido como o
“pai da medicina”, já estudava os benefícios dos usos das abelhas e seus procedentes
com benefícios curativos.
Hoje em dia há uma gama de estudos e artigos científicos comprovando a eficiência da
prática em resposta ao estímulo do sistema imunológico, diminuição da inflamação,
processos de cicatrização e melhora da circulação. 
O tratamento consiste em aplicar o veneno das abelhas semelhante a aplicação da
acupuntura, ou seja, em pontos específicos indicados por um especialista. Já o pólen
pode ser usado na forma desidratado em grãos como complemento para frutas ou
shakes. Altamente proteico, o pólen ajuda no combate ao cansaço, sistema digestivo,
prevenção de câncer de próstata e até infertilidade. Já o própolis tem ação antibacteriana
e antiviral e o mel antioxidante e desintoxicante.
Tantos benefícios podem ser explicados pela substância melitina, que tem 200 vezes
mais força para atuar no organismo do que os corticoides sintéticos. Com tantos
benefícios comprovados e os estudos sobre a prática evoluindo, a apiterapia foi
adicionada no Sistema Único de Saúde (SUS) em março de 2018.