A Medicina Antroposófica é um sistema médico, terapêutico, integrativo e complementar que abrange as teorias e práticas da medicina moderna à abordagem terapêutica da antroposofia. Desenvolvida na Europa, no início do século XX – a partir do trabalho conjunto de médicos, liderados pela Dra. Ita Wegman e por Rudolf Steiner, filósofo contemporâneo, sistematizador da Antroposofia – a Medicina Antroposófica é praticada em 60 países atualmente. 

Dentre as características da Medicina Antroposófica, estão uma abordagem tendo o paciente como o personagem central. Assim, acredita-se na concepção da saúde como premissa, valorizando, então a individualidade do Ser e considerando as dimensões emocional, mental e espiritual, que, para este sistema, são igualmente relevantes, tanto quanto a dimensão corpórea, nos processos de adoecimento. 

De acordo com a Associação Brasileira de Medicina Antroposófica, o sistema está presente tanto em âmbito ambulatorial,  consultórios e clínicas quanto em hospitais de pequeno, médio e grande porte.

Tratamentos 

Por possuir uma abordagem terapêutica, a Medicina Antroposófica pode incluir tanto medidas não medicamentosas como também a combinação de medicamentos fitoterápicos, antroposóficos, homeopáticos ou até mesmo os convencionais. Os medicamentos antroposóficos podem ser utilizados sob a forma de medicação oral, injeções subcutâneas ou intravenosas. Tratamentos externos como uso de compressas, envoltórios, banho de calor ou movimentos e óleos essenciais são utilizados nos tratamentos deste sistema. 

Desde 2006 a Medicina Antroposófica integra as práticas presentes na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do SUS, buscando atender às diretrizes e recomendações de várias Conferências Nacionais de Saúde e pela OMS.

No caso do Brasil, os médicos associados à ABMA estão vinculados aos Conselhos Regionais de Medicina. A formação coordenada pela ABMA, por meio de suas confederadas tem a duração de 2 anos compreendendo o mínimo de 282 horas teóricas e 100 horas práticas.

O Brasil é o segundo país do mundo em números de médicos antroposóficos, atrás apenas da Alemanha. Por aqui, mais de 300 profissionais já foram certificados pela Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA).

 “Os principais problemas pediátricos de hoje são muito diferentes daqueles do século XX. Ansiedade, transtornos de déficit de atenção, ataques de pânico, insônia, alergias, intolerância alimentar e asma são os principais tópicos em nossas clínicas. Muitos destes problemas não podem ser administrados apenas por uma pílula” pediatra alemão Dr. Georg Soldner, autor do livro Individual Pediatrics

Benefícios da Medicina Antroposófica

– Como os remédios da Medicina Antroposófica atuam teoricamente por seus efeitos físicos (energéticos) e não químicos, há baixo risco de intoxicação ou efeitos colaterais.

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