A hipnoterapia é um conjunto de técnicas que leva o paciente a um estado de
consciência modificado que permite mexer e transformar condições, hábitos ou
comportamentos que são nocivos para o indivíduo. Medos, fobias, insônias, problemas
psicológicos como depressão e angústia são alguns dos exemplos de situações
indesejadas que a hipnoterapia pode alterar por meio de técnicas de relaxamento,
concentração e/ou foco.

 O nome tem origem de Hypnos, Deus do sono na Grécia antiga, e seu surgimento data
de civilizações antigas. Registros indicam que o método era utilizado por sacerdotes
para a cura e tratamento de doenças e dores. Após esse primeiro momento, a hipnose
ressurge por volta do século XVIII com o médico austríaco Franz Mesmer e
reformulado e consolidado por James Braid, médico inglês que definiu o estado
hipnótico como de “sono do sistema nervoso”.

 “Através do conhecimento de que podemos influenciar o nosso organismo com
sugestões adequadas no nosso subconsciente, abre-se uma infinidade de aplicações na
resolução de pequenos problemas físicos. Com a hipnose, pode acelerar-se três vezes o
tempo necessário para a cura de uma ferida, de um membro engessado ou de uma
ruptura.” Alberto Lopes, neuropsicólogo e hipnoterapeuta.

Duas escolas se destacaram pelo estudo da prática: a escola de Salpêtrère e Escola de
Nancy. Com visões distintas do método da hipnose como terapia complementar, a
primeira tinha como líder Charcot que considerava o estado hipnótico como patologia.
A segunda escola, comandada por Liebeault e Bernheim, se diferenciava ao defender
que a situação hipnótica era uma condição normal e natural da consciência humana.

Mal interpretada e muitas vezes julgada, a hipnose quando praticada por pessoas
competentes e certificadas pode trazer diversos benefícios e ser eficaz em diversos
tratamentos. Vários segmentos da medicina estão aprofundando na prática e
desmitificando o preconceito que existe e cursos de hipnoterapia foram criados para
preparar os profissionais. A prática integra o SUS desde março de 2018 em espaços e
clínicas com terapeutas formados.

Benefícios

  • Corpo: dores, doenças crônicas, distúrbios do sono, obesidade, asma, alergias
  • Mente: tratamentos psicológicos, depressão, transtorno obsessivo-compulsivo, fobias, mudança de hábitos
  • Alma: ajuda no autoconhecimento e autocontrole no dia-a-dia