A musicoterapia é uma prática que utiliza a música e elementos como ritmo, melodia e harmonia para a expressão integrativa. Ela pode facilitar o processo de integração, aprendizagem , relação e comunicação, além de ter objetivos terapêuticos. Ao atender às necessidades emocionais, mentais, espirituais, sociais e cognitivas do indivíduo ou do grupo, a musicoterapia tem como objetivo desenvolver potenciais, melhorar a qualidade de vida de quem a pratica, além de prevenir e reabilitar os praticantes da atividade. 

 Considerada uma ciência de caráter indisciplinar, a musicoterapia tem em seu corpo teórico influências da Psicologia, da Educação, da Medicina e da Filosofia. Além disso, a prática pode atuar a nível social e comunitário, possibilitando o engajamento e organização de grupos a fim de enfrentar desafios comuns da vida social. 

  Já a história da musicoterapia se confunde com a da própria sociedade, uma vez que a o uso da música como elemento de cura é conhecido desde a antiguidade, pelos relatos presentes nos desenhos rudimentares. Contudo, a Musicoterapia como ciência e profissão foi criada no período Entre Guerras (1918 a 1939), nos EUA. Nesse período, os enfermeiros e médicos perceberam a melhoria dos veteranos de guerra ao ouvir músicas nos hospitais, prática incentivada por músicos que iam até o local. Dessa maneira, era possível amenizar os sofrimentos físicos e emocionais provenientes dos campos de batalha. 

  No Brasil a Musicoterapia como carreira foi iniciada nos anos 1970,  com o curso de especialização em Musicoterapia no Paraná em 1972, o Conservatório Brasileiro de Música abriu o curso de Graduação em Musicoterapia no Rio de Janeiro. Em 2018 a prática passou a fazer parte da Política Nacional de Práticas Integrativas Complementares (PNPICS) do Sistema Único de Saúde e pode ser encontrada em hospitais públicos do Brasil.  

Benefícios da Musicoterapia:

Capacidade de avanço comunicacional para pessoas que têm essa limitação;

benefícios terapêuticos capaz de alcançar necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas;

“Pela análise de papiros médicos egípcios, ou então considerando os relatos presentes na Bíblia onde consta a terapêutica musical a que foi submetido o rei Saul por David com sua harpa, para se libertar da depressão e dos ataques de raiva, por exemplo (cf. Leinig, 1977, p. 13).